Padrão de beleza fitness: saúde ou obsessão?

Padrão de beleza fitness: saúde ou obsessão?

O padrão de beleza  “fit” é mais seguido por pessoas interessadas em ter uma vida saudável ou obsessivas em conquistar o corpo perfeito?

A “onda fit” invade a rotina das brasileiras e perfis das redes sociais. Selfies em academias, exposições de barrigas “sequinhas” e pernas torneadas virou mania nacional e o desejo de ter um corpo sarado passou a ser o objetivo de muita mulher. Nada de mal nisso se o foco fosse somente na saúde e bem estar. Porém, aquelas que ficam com ideia fixa em dietas milagrosas e série de exercícios que vão além do limite físico acabam levantando a dúvida se realmente buscam ter uma vida mais saudável ou se fariam qualquer sacrifício para ter um padrão de corpo perfeito que é determinado pela mídia.

Nos últimos dias o corpo virou notícia principal das redes sociais. O bumbum “perfeito” da atriz Paolla Oliveira foi destaque não só para o público masculino. Teve muita mulher se matriculando em academia ou dobrando séries de agachamento para conseguir um bumbum daquele. Seria ótimo se fosse tão simples e principalmente se este fosse um objetivo que tivesse algum fundamento. Primeiramente a atriz não conseguiu um corpo daquele de um dia pro outro e depois você já se perguntou o que mudaria na sua vida se tivesse um bumbum igual? Nada contra o bumbum dela (que é lindo!) e muito menos contra quem quer ter um bumbum bonito, mas é preciso tanta neurose?

Esta semana a “blogueira fitness” de apenas 9 anos também gerou polêmica com as fotos publicadas em seu perfil no instagram. Muitos se chocaram em ver uma menina tão nova preocupada em ganhar músculos, mas qual seria o exemplo que ela vê todos os dias? O pai e também personal trainer rebateu as críticas afirmando que o treinamento que ela recebe é preparado para idade da filha e equivale a qualquer outro tipo de esporte. Será? Onde foi que se perdeu a noção de que criança tem que ser criança?

São muitas questões em volta do exagero que se tornou o culto ao corpo. Pessoas malhando além do limite, comendo cada dia menos e fazendo loucuras para alcançar o objetivo de um corpo perfeito, definitivamente não estão preocupadas com a saúde e por isso se frustram quando nao obtém os resultados desejados. Seria essa frustração o motivo de tantas dietas não darem certo ou das pessoas recuperarem o peso tão facilmente?

No livro “Peso das dietas” (ed. Sensus), lançado recentemente, a autora Sophie Deram fala exatamente isso. Indo contra a maioria das opiniões de profissionais da área, a nutricionista afirma que dietas engordam. Em entrevista à Folha de São Paulo ela se coloca contra regimes restritivos e diz que “Muitas pessoas fazem academia hoje e nem por isso estão mais magras. Você precisa ser ativo, andar a pé, de bicicleta. Para muitas pessoas academia é uma tortura. Atividade física tem que ser prazerosa, não é para ser difícil e só ser feita se tiver muita força de vontade”, encerra Deram.

Claro que a matéria causou reboliço nos consultórios de nutricionistas e críticas de quem já fez dieta e emagreceu, porém a preocupação maior é exatamente a forma que as pessoas escolhem para perder peso.

Fazer exercício físico sem dúvida faz bem ao corpo e a mente. Alimentar-se bem e moderadamente com certeza lhe dá muito mais energia e disposição, além de aumentar a sua resistência e qualidade de vida. Reeducação alimentar é saudável, parar de comer não! Nada que vira obsessão pode fazer bem. Por isso tudo deve ser feito dentro do limite do bom senso, da necessidade de cada um e com orientações de profissionais.

Respeito ao corpo, limites e vontades, associado a motivos que valham a pena e que realmente farão diferença na vida de cada um, com certeza farão você chegar ao seu objetivo mais facilmente e com saúde.

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