Filhos e mudança de país: qual a melhor forma de conduzir esta situação?

Filhos e mudança de país: qual a melhor forma de conduzir esta situação?

Se você está pensando em mudar de país e tem filhos, veja algumas dicas que podem te ajudar a tomar esta decisão com mais segurança e conduzir esta transição mais facilmente.

Devido à crise financeira e política do país, muitos têm pensado em ir tentar a vida em outro lugar, mas quando se tem filhos, dar este passo parece ainda mais difícil. É uma mudança que mexe com toda a família e nesta hora é muito comum, principalmente as mães, sentirem uma certa insegurança.

Quando os filhos são bebês parece mais fácil, afinal é só levar pra onde quiser. Mas aí há o medo de não ter com quem contar por perto numa hora de emergência. Se são maiores geralmente possuem relações de amizades e vínculos que não querem romper.  Tudo o que você menos quer é causar sofrimento aos seus filhos. E então bate aquela dúvida: será que devo fazer isso?”

Como tudo na educação de filhos, não há uma receita de bolo. Porém, experiências de outras pessoas podem ajudar a enxergar as coisas de uma forma menos dramática. Pode parecer, mas não é um bicho de sete cabeças. Acima de tudo você deve estar preparada para tudo, pois sempre existe a possibilidade deles não se adaptarem tão rapidamente.

Por isso é essencial que os pais façam esta mudança de uma forma estruturada e consciente. Trabalho e casa são pontos cruciais. As crianças só se sentirão seguras se os pais também estiverem. Informe-se sobre o país que estão indo, escolas (início do ano letivo, idade e regras), clima, opções de lazer, sistema de saúde e dental, , babás, vacinas, etc. Lembre-se que a maioria é bem diferente do Brasil e você não vai estar de férias.

Prepare as crianças com bastante antecedência, mostre fotos do lugar que escolheram, pesquise junto com elas passeios que elas irão gostar de fazer, coisas e lugares em comum com o Brasil. Criar essa “visão” virtual na cabecinha deles é uma forma de deixarem eles menos receosos com a mudança.

A fase de colocar uma mochila nas costas e se “jogar” ficou para trás. Por mais “aventureiros” que os pais sejam, o futuro dos filhos está diretamente relacionado às atitudes e escolhas dos adultos, pelo menos até que eles se tornem adultos e possam decidir o que querem fazer da vida sozinhos. Portanto, você precisa pensar se realmente quer que seu filho cresça longe do resto da família e em outra cultura que não é a sua. Não é uma tarefa fácil. Exige muita força de vontade e foco.

No início, se possível, é melhor não se desfazer de todos os bens no país de origem, até que vocês tenham certeza de que irão ficar no outro país. É necessário pensar positivo, mas sempre há a possibilidade das coisas não saírem da forma que planejaram, ainda mais quando há crianças envolvidas. Isso fará com que não se sintam tão pressionados a permanecer em um local onde não estão felizes e as coisas irão fluir mais naturalmente. Deixe procuração para que alguém de sua confiança possa vender o seu imóvel depois, por exemplo.

O que principalmente deve ser levado em conta é o objetivo disso tudo e não desanimar no primeiro obstáculo. Fazer as coisas por impulso ou simplesmente sair do país porque você acha que está um caos não vai resolver todos os seus problemas, afinal todo lugar também tem defeitos. Não crie uma realidade ilusória. Saiba o que você e seu parceiro estão buscando para o futuro da família. Assim será mais fácil manter o foco quando as coisas ficarem difíceis.

O mais importante é dar o seu total apoio e ter paciência com esta nova fase. Algumas mudanças de comportamento podem ocorrer e a maioria passa com o tempo. Você deve se preocupar caso elas permaneçam e isso comece a afetar o dia a dia e saúde das crianças.

Dependendo do país que escolher, até mesmo dentro da escola é oferecido um sistema de adaptação à estrangeiros. Há também a opção de colocar seus filhos em escolas internacionais, porém se a sua intenção for a de ficar e não passar apenas uma temporada, avalie se não é melhor que eles iniciem diretamente em escolas locais para ocorrer a integração com as pessoas, cultura e idioma locais de uma forma mais natural, especialmente para os menores.

Varia muito de cada personalidade, mas no geral os pequenos se adaptam mais facilmente, principalmente quanto ao idioma, pois aprendem brincando. Aquelas que são mais apegados à família podem dar um pouco de trabalho no início, mas lembre-se que embora nada substitua um abraço, a tecnologia é uma forte aliada para amenizar um pouco da saudade e manter este vínculo. Os menores inclusive podem ir se esquecendo das pessoas com o passar do tempo, portanto é importante esta conexão.

Já os “maiorzinhos” podem apresentar mais resistência e a base de toda decisão é muita conversa entre as partes envolvidas. Exponha os motivos e faça-os enxergar que o que você quer é um futuro melhor para eles e mais qualidade de vida.

Não se esqueça de que mesmo que tudo dê errado, será uma experiência única e vocês sempre terão um lugar para onde voltar. O importante é levar o amor de vocês para qualquer lugar do mundo. 

 

 

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